LABORATÓRIO MULTIUSUÁRIO DE DESIGN UNIVERSAL – UNIVALI

LABORATÓRIO MULTIUSUÁRIO DE DESIGN UNIVERSAL – UNIVALI

Análise de usabilidade sobre jogos digitais educativos acessíveis

Análise de usabilidade sobre jogos digitais educativos acessíveis

Acadêmico Matheus Domingos Locatelli, orientadora Adriana Gomes Alves

​As escolas têm incluído elementos tecnológicos para auxílio na educação, dentre estes destacam-se os jogos digitais. Os jogos educativos podem ser utilizados como recursos complementares e de apoio a aprendizagem, contextualizados nas abordagens pedagógicas propostas pela escola e professores. Ao levar um jogo a sala de aula é esperado que todos os alunos possam jogar, independente de suas deficiências, de forma que todos possam usufruir do mesmo recurso tecnológico. Neste sentido, o LDI – Laboratório de Design de Interação do CTTMar, em parceria com o Curso de Design de Jogos do CeciesaCTL – Balneário Camboriú e o Programa de Pós-graduação em Educação da Univali, vem desenvolvendo jogos com a visão de que todos possam jogar, na perspectiva de que estes jogos sejam acessíveis independente de limitações físicas ou intelectuais do estudante. Esta é uma característica complexa e difícil de garantir, haja vista as diferentes necessidades de crianças com deficiência na escola. Apesar do uso de alguns jogos desenvolvidos pela equipe de pesquisadores e acadêmicos, sentiu-se a necessidade de avaliações aprofundadas dos mesmos com vistas a verificar quão acessíveis aos estudantes estes jogos encontram-se até o momento. Neste contexto, propôs-se neste trabalho fazer a análise de acessibilidade do jogo “Dr. Baguncinha”, um dos jogos desenvolvido pela equipe de pesquisadores da Univali. Para isto adotou-se como metodologia a revisão bibliográfica sobre a área de acessibilidade em jogos digitais, o estudo de trabalhos similares e a aplicação de técnicas da área de Engenharia de Usabilidade. Elaborou-se uma heurística para a avaliação inicial do jogo e instrumentos de avaliação de usabilidade e acessibilidade. Participaram da pesquisa, com autorização da Secretaria da Educação do Município de Itajai – SC, 29 estudantes do ensino fundamental, com idades entre 7 e 13, com deficiências auditivas, visuais, motoras ou intelectuais, os quais são atendidos nas Salas de Recursos Multifuncionais das cinco escolas participantes. Os resultados apontaram que o jogo é atrativo para os alunos, o que tornou a atividade interessante para os mesmos, porém foi identificada a necessidade de revisão do jogo, com base nos dados obtidos foi possível apresentar recomendações de acessibilidade do jogo, bem como especificar um guia para a verificação de acessibilidade em jogos educativos aplicados ao desenvolvimento e análise de jogos.